Tecnologia contra o roubo de veículos chega a Portugal |
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Muitas são as idéias em prol da melhoria das condições de segurança no trânsito ou relacionadas com a inibição do roubo e furto de veículos no País, mas raras são as que se consolidam como exemplos de eficiência e resultados. A tecnologia DataDot faz parte deste rol, apresentando um histórico notável no exterior. Na Austrália, por exemplo, a adopção da tecnologia proporcionou uma diminuição impressionante de mais de 90% no roubo de modelos Subaru. Agora a tecnologia, que se baseia em micro pontos com a identificação do veículo, aplicados em todos os seus componentes, chegou a Portugal e já conta com o apoio da polícia, que tem todo o interesse em contar com esse recurso, como declara em comunicado a GNR : “...poderá ser útil às investigações para a recuperação e identificação dos citados veículos, desde que os mesmos utilizem tal equipamento”. |
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Para que conheça melhor a tecnologia que pode revolucionar o combate contra o furto e roubo de veículos ouvimos o presidente da DataDot, Ian Allen, que nesta entrevista comenta sobre a aceitação do produto mundo afora e sobre sua introdução no nosso país. |
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Quais as principais diferenças entre a tecnologia DataDot e outros recursos que visam a inibir o roubo e furto de veículos? Eu diria que a principal diferença é que o DataDotDNA é praticamente impossível de ser removido, pois em cada carro são aplicados até 10 mil micro pontos. E esses pontos permitem uma fácil leitura com uma pequena lupa que o policia pode transportar até no bolso. A outra diferença é que é impossível adulterar um DataDotDNA, uma vez que o produto utiliza nanopartículas, sendo um ADN sintético. Nos países em que a tecnologia já está consolidada, os ladrões sabem o que é o DataDot? Em cada novo país em que introduzimos esta tecnologia, acabamos conseguindo uma grande publicidade, que assegura que os bandidos e o público em geral, fiquem a saber o que é e como funciona o DataDotDNA. O que acontece é que os ladrões, assim que descobrem como seria difícil remover os micro pontos, passam a procurar carros ou outros itens que não estejam protegidos pela tecnologia. Qual tem sido o impacto do uso do DataDot DNA sobre os índices de roubo e furto? Vou dar o exemplo do que tem acontecido com algumas marcas, num histórico de seis anos de uso na Austrália. O roubo de Subaru diminuiu em 93%; BMW, 65%; veículos da GM, 61%. Também acho importante destacar que, durante os jogos olímpicos de Sidney, o roubo de equipamentos foi controlado com o uso do DataDotDNA, o que acabou disseminando este uso para muitos outros segmentos de negócios. Quais os benefícios directos para a acção da polícia? O benefício mais importante é que as policias passa a contar com evidências fortes para chegarem a conclusões nas suas investigações e assim, colocar os culpados na cadeia. Além disso, como o uso da tecnologia DataDot reduz a criminalidade de uma forma geral, ela contribui para tornar a acção da polícia mais efectiva. Os fabricantes de veículos têm adoptado esta solução? Actualmente, 14 marcas de carros já usam o DataDotDNA. Como tem sido a aceitação desta tecnologia por parte do mercado segurador? Muito positiva. Nos países em que o DataDot DNA é usado, as companhias de seguros efectivamente reduzem os prémios de seguros de carros que contam com a aplicação dos micro pontos. Vocês têm encontrado alguma dificuldade na disseminação da tecnologia? O obstáculo mais difícil geralmente é convencer os fabricantes de veículos a começar o trabalho com o DataDotDNA de forma voluntária. Mas assim que eles começam a usar, não deixam mais de contar com a tecnologia nos seus veículos. Quais as suas expectativas em relação ao uso e à aceitação da tecnologia DataDot em Portugal? Tenho certeza de que, assim que tivermos os primeiros clientes a usar o DataDotDNA, os outros ficarão muito interessados em dar sequência á sua implantação. Isto vai criar um amplo conhecimento sobre os recursos e a eficiência do DataDotDNA dando estímulo ao uso em outros produtos também, como motociclos, equipamentos que pertençam à empresa e até objectos de uso pessoal. |
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